
De repente as nuvens se enchem de água, e o céu se põe nublado, sem cor, e a chuva cai, lentamente, molhando o solo da cidade, e umedecendo as almas secas das pessoas. Mas há algo errado, tem alguém lá em cima, gritando, com a esperança de ser escutado por alguém, pelas nuvens, mas não há mais ninguém lá, e as nuvens não o notam, nunca o notarão. É como ver, mas não ser visto, escutar, mas não ser escutado, poder sentir, mas nada sentí-lo. Depois de um tempo, ele ainda estava lá, só que havia se cansado de gritar para o nada, parou de gritar, mas falava como se para si mesmo: ''Eu estou aqui, eu ainda estou aqui''. Ele olhou para o céu e o vento veio, uma brisa nem tão leve e nem agressiva, mas o levou assim como o vento leva a poeira. E hoje estou aqui, sozinha, olho para o lado e você não está, olho para o céu, tentando te encontrar, entre as nuvens, em qualquer lugar, mas as nuvens não me notam, nunca me notarão...
É esse veneno suave que vai me matando aos poucos, esse amargo que você deixa por estar longe de mim..


já disse que gostei daqui no seu scrap, mas vim comentar, você escreve bem viu? e gostei muito de ti, espero que consigamos ter uma amizade legal, beijinhos da bless!
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ResponderExcluirque texto lindo :( escreve muito bem. *-*
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